Nas suas origens, o Pentecostes era uma festa agrícola judaica em que se ofereciam a Deus os melhores feixes da colheita. Era uma festa não só de alegria e de encontro das famílias, como também de partilha com os mais necessitados. Era celebrada sete semanas (cinqüenta dias) depois da Páscoa, encerrando as solenidades pascais. Por isso, também se chamava Festa das Semanas.
A partir das reformas de Esdras e Neemias, em meados do século V a.c., a Festa de Pentecostes passou a celebrar o Dom da Lei no Sinai, a festa da Aliança entre Deus e o povo.
No calendário da Igreja Cristã celebramos hoje o derramamento do Espírito Santo como cumprimento da promessa feita por Jesus. Essa promessa foi cumprida no dia de Pentecostes, que acontecia cinqüenta dias depois da Páscoa. Daí a origem do nome Pentecostes. Pentecostes era uma das mais importantes festas do Povo de Israel porque nela celebravam-se as colheitas como bênçãos de Deus. Havia muita alegria nesta festa. Jesus morreu por nós por ocasião da festa da Páscoa e o Espírito Santo foi enviado por ocasião da Festa de Pentecostes. Isto é significativo. Para que o óleo precioso do Espírito seja derramado (Pentecostes) é preciso que encontre corações limpos, lavados pelo sangue do Cordeiro (Páscoa). O Cordeiro tira os nossos pecados, para dar lugar ao amor, a alegria, a paz, a paciência, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, e o domínio próprio, como frutos do Espírito Santo.

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